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  Nº 13 Abril de 2005 / Ano 2  
 
  Editorial  
 

Este número de Latusa digital é dedicado à Jornada de Cartéis e da Biblioteca da Seção Rio, realizada em 16 de abril de 2005, sob a coordenação de Angela Negreiros. O leitor encontrará dois textos, relacionados ao tema das XVI Jornadas Clínicas da Seção Rio: Sinthoma, corpo e laço social, que tratam do sintoma no que ele tem de “incurável”.

Em “A transferência e o gozo mudo do sintoma”, Maria do Rosário R. Barros articula os conceitos de transferência e de sintoma. O texto interroga também a transferência quando se trata de um gozo autista, “gozo do sintoma que não alimenta a busca de saber”, que rompe com a suposição de saber ao Outro e com própria orientação para a causa.

Ângela Batista faz um percurso do conceito de sintoma em Freud e em Lacan. Ela se pergunta principalmente sobre o destino da pulsão no final de análise. Sua questão se centra na clínica: qual a direção do tratamento e a posição do analista que pode produzir efeitos mesmo quando há algo da pulsão que não se move?

O seu percurso do sintoma em Lacan é orientado por dois momentos do seu ensino: o sintoma “como metáfora, referido ao campo das identificações e do sentido”, e o sinthoma como “prática da letra, relativo ao campo do gozo e da fantasia”. Nesse último ensino ela entende a prática clínica como “saber manejar o real”, pois nele o saber é depreciado e as modalidades do gozo valorizadas. O “inconsciente aparece menos como um saber que não se sabe, e mais como um savoir y faire”, o sintoma surgindo como suplência. Esta não se refere apenas à psicose, como na primeira clínica de Lacan, aparecendo então como a forma que “cada um inventa para alojar a sua estranheza” e expressar a inexistência da relação sexual. Angela Batista conclui que, em nossa orientação lacaniana, a direção da análise tem “por objetivo localizar no sujeito o seu ponto de incurável e propiciar uma nova solução frente ao gozo”.

Maria Angela Maia

 

 

 

 


 
 
  A transferência e o gozo mudo do sintoma  
 

Maria do Rosário C. do Rêgo Barros

 
 
  A clínica do sintoma em Freud e Lacan  
 

Angela Batista