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  Outros Números
 
 
  Nº 16 Julho de 2005 / Ano 2  
 
  Editorial  
 

É com uma feliz coincidência que esse número de Latusa digital colabora para o tema das Jornadas Clínicas da EBP-Rio: Sinthoma, corpo e laço social.
Digo isso porque é raro obter um texto teórico que dialogue tão bem com um relato clínico como encontramos aqui. Parece que às questões teóricas formuladas por Ronald Portillo sobre os chamados ‘novos sintomas’, o caso clínico de Carlos Augusto Nicéas responde: presente!

Portillo destaca de saída a ascendência do gozo sobre o ideal. Não estamos mais nos tempos da renúncia. Nicéas nos relata a demanda do paciente: "Eu só fico na minha quando fumo ou quando cheiro. E disso não abro mão”. Portillo salienta que as patologias contemporâneas constituem refúgios de gozo refratários ao sentido inconsciente. É preciso, ressalta ele, que se consiga conectar o gozo a algum sentido dando assim acesso ao inconsciente, condição do tratamento psicanalítico. No relato do caso, acompanhamos o esforço de Nicéas para produzir no paciente uma questão subjetiva, um arranjo mínimo que abra o campo para o psicanalítico. E ele vislumbra, na oferta do semblante de advogado/decifrador, uma tênue possibilidade, sinal mínimo de uma transferência. Quem sabe obter algo pela outra vertente possível que Portillo assinala: a de fazer existir o inconsciente como saber pela via do amor.

Eis alguns pontos, dentre outros, que ilustram a feliz coincidência e a excelente lição que essa conversa da teoria com a prática oferece.

Heloisa Caldas

 

 

 


 
 
  O declínio do ideal, a exigência de gozo  
 

Ronald Portillo

 
 
  Uma intervenção  
 

Carlos Augusto Nicéas