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  Nº 23 Julho de 2006 / Ano 3  
 
  Editorial  
 

Este número de Latusa Digital traz os textos de Paulo Vidal e Ruth Cohen.

Em tempo: "Sozinho, mas não sem os outros", de Paulo Vidal, parte do escrito de Lacan “O tempo lógico e a asserção de certeza antecipada” (1945) e do curso de Miller "Los usos del lapso" para localizar que a articulação entre subjetividade e temporalidade se acha no cerne do ensino de Jacques Lacan. O autor apresenta seis resultados de sua pesquisa: o estatuto de antecipação da certeza; a retroação da conclusão sobre as premissas no tempo lógico; a lógica do ato como sendo a do tempo em psicanálise; a pressa como temporalidade no tempo lógico; a lógica do tempo em psicanálise como sendo a lógica da casa vazia, derivada do próprio estatuto das formações do inconsciente; a análise como esboço de uma lógica coletiva que não desconhece o insuportável que habita o sujeito.

O texto de Ruth Cohen, "O que fazer com os restos do banquete totêmico?", apresenta o percurso de trabalho da Oficina com o mesmo nome organizado em torno dos verbetes em Scilicet dos Nomes do Pai: “Assassinato do pai”, de Vicente Palomera, “Pós-modernidade e Nome-do-Pai”, de Yunis, e “Autoridade”, de Leonardo Gorostiza. A autora centra sua exposição no argumento de Gorostiza de que a autoridade do pai é tributária da ciência e da tecnologia de mercado, e de que seu declínio é conseqüência dos efeitos da globalização, da sociedade de risco e da contingência. Recorre às referências de Lacan em “Os complexos familiares na formação do indivíduo”, sobre o declínio da imago paterna – e da própria localização da psicanálise a partir deste declínio – bem como aos comentários de Miller sobre esse texto. Desenvolve sua argumentação, distinguindo a condição de exceção assumida pelo pai freudiano, coerente com a lógica do para todo de sua época, e o pai da hipermodernidade que obedece a lógica do não-todo. A partir dessa lógica, coloca-se a pergunta sobre o que restou do pai totêmico, a partir da hegemonia do não-todo: Quem se autoriza a encarnar a lei e como sustenta essa autorização? Quem se responsabiliza pela criança: o Conselho tutelar, a escola ou a família? O que é interdito hoje? Haveria um desaparecimento, uma omissão da função paterna? O recurso ao verbete “Pós-modernidade e Nome-do-Pai” é uma tentativa de responder a essa pergunta na direção da positividade da função paterna a partir da psicanálise.

Cláudia Henschel de Lima
Coordenadora das XVII Jornadas Clínicas da EBP-Rio

 

 

 

 


 
 
  Em tempo:"Sozinho, mas não sem os outros  
 

Paulo Vidal

 
 
  O que fazer com os restos do banquete totêmico?  
 

Ruth Helena P. Cohen