O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

  Outros Números
 
 
  Nº 25 Novembro de 2008 / Ano 3  
 
  Editorial  
 

Latusa digital reúne neste número que antecede a realização das XVII Jornadas Clínicas da EBP-Rio três textos que giram em torno do tema: Para que serve um pai? Usos e versões.

Em “O Outro que não existe, existe? (a psiquiatria, a psicanálise e o declínio do pai)”, Adriano Amaral de Aguiar se pergunta que outro Outro existiria em nossa época. Respondendo a essa questão, ele discorre sobre algumas transformações culturais decisivas para a constituição das subjetividades na contemporaneidade, caracterizada pelo declínio da função paterna e pela ascensão do objeto a ao zênite da cultura. Enfatizando a diferença entre o Outro da época de Freud, marcado pela lógica do Todo, e o Outro que impera na globalização, marcado pela lógica do não todo, o autor visa discutir os desafios que as novas configurações da subjetividade impõem à prática da psicanálise, assim como as disjunções entre a psiquiatria e a psicanálise que se apresentam na contemporaneidade.

O caso clínico relatado nossa colega da EBP Zelma Galesi, intitulado “Nome-do-Pai em um sujeito ultramoderno”, exemplifica claramente os desafios com que se depara o praticante da psicanálise diante dos novos sintomas. Trata-se do caso uma jovem que, não podendo se utilizar, após a morte da mãe, do Nome-do-Pai para colocá-la em regra com o seu desejo, chega ao analista num momento em que a fruição compulsiva de um gozo mortífero a levava a trilhar um caminho que poderia ser sem volta. O caso dessa Bady-boy mostra não só os desafios que seus sintomas puderam representar para sua entrada no tratamento, mas também as saídas que ela pode encontrar a partir dessa análise.

Em “Notícias de uma clínica particular: onde está o(P)ai (M)ilitar?”, Fernanda Campos, Flávia Brasil, Mª Celina Guimarães e Naiana Cordeiro retomam o tema do declínio do Nome-do-Pai para discutir como o apelo ao pai se faz ouvir numa clínica em uma instituição militar, visando pensar a direção do tratamento desses sujeitos. Em três vinhetas clínicas, elas destacam o gozo que pode ser depreendido em cada caso, propondo que, nos dois primeiros, a interpretação como corte permitiu que se operasse uma delimitação do gozo desses sujeitos, função que, no terceiro caso, foi desempenhada pela interpretação como pontuação.

Elisa Monteiro

Editora de Latusa

 


 
 
  O outro que não existe, existe? (a psiquiatria, a psicanálise e o declínio do pai)  
 

Adriano Amaral de Aguiar

 
 
  Nome-do-Pai em um sujeito ultramoderno  
 

Zelma Gelesi

 
 
  Notícias de uma clínica particular: onde está o (P)ai (M)ilitar?  
 

Fernanda Campos, Flávia Brasil, Mª Celina Guimarães e Naiana Cordeiro