O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

  Outros Números
 
 
  Nº 26 Dezembro de 2006 / Ano 3  
 
  Editorial  
 

Neste número de Latusa digital foram reunidos dois textos que tratam do tema de nossa próxima Jornada de Cartéis, A atualidade clínica da transferência nos novos laços sociais e familiares, a ser realizada em 9 de dezembro no Data Centro (PUC-Rio).

Em “Nós que nos amamos tanto, nosso convidado para essas Jornadas, Jorge Chamorro, propõe ao analista não recuar diante da demanda dos casais, já que sua resposta não é restrita “a um dispositivo particular, nem a um tempo determinado de duração da sessão ou do tratamento”. Lembrando que “uma entrevista pode ser suficiente para o exercício de nossa resposta específica” e que “não existem especialistas em famílias, crianças, psicose ou casais”, ele indica que cabe ao psicanalista “dar à palavra um destino preciso”. Ao retomar o dito de Masotta, Chamorro destaca algo fundamental para a clínica: “onde está a palavra, o desejo circula, bastando não intervir com a mangueira do bombeiro”. Tomando alguns atendimentos de casais, Chamorro marca que cabe ao analista ser um interceptador da referência, ou seja, re-introjetar em cada um dos parceiros seu próprio discurso, fazendo surgirem dois sujeitos que são falados por seus sintomas, o que converte o que cada um diz em versões dos conflitos. Não abrindo mão dos princípios que o orientam em sua prática, o analista pode assim propiciar que se produza um alívio subjetivo imediato (efeitos terapêuticos rápidos) ou ainda que se abra a possibilidade para uma demanda de análise de um dos parceiros.

Em As neo-transferências, apresentado na II Preparatória para a Jornada de cartéis, Maria Angela Maia retoma a hipótese sustentada pela Seção Clínica de Angers na Convenção de Antibes: o que motiva a neo-transferência não é o sujeito suposto saber, mas a alíngua da transferência. Considerando a transferência a partir da concepção do inconsciente, do sintoma, em sua vertente de gozo, a autora ressalta a importância de esclarecermos a diferença entre alíngua e linguagem, sujeito e falasser. A idéia central é pensar a neurose a partir do nos ensina a psicose. Tomando esta indicação de Éric Laurent:: “é preciso que sempre nos perguntemos que língua fala o sujeito”, ela acentua que não se trata apenas do psicótico, mas de qualquer sujeito, já que a alíngua da transferência é sempre “uma bricolagem particular”.
Convido a todos para os debates da Jornada de Cartéis.

Angela Batista

Diretora de Cartéis e Iintercâmbio da EBP-Rio

 

 

 


 
 
  Os resultados terapêuticos da psicanálise: novas formas da transferência
"Nós que nos amamos tanto..."
 
 

Jorge Chamorro

 
 
  A neo-transferência  
 

Maria Angela Maia