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  Outros Números
 
 
  Latusa Digital Nº 40/41 Março e Junho de 2010 / Ano 7 - ISSN 2175-1579  
 
  Editorial  
 

Promessa é divida, e como prometido, este número duplo inicia uma nova fase da Latusa Digital. O site foi reformulado e dá agora acesso direto à edição digital, com textos e novas seções. Por ele, é possível consultar os sumários e textos das edições anteriores e, a partir de agora, os resumos da edição impressa. Esperamos que o visual agrade e que o intelecto se regozije.
Neste número duplo, contamos com seis textos. Dois queridos colegas, Ricardo Seldes (EOL) e Sergio Laia (EBP-MG), contribuem com textos interessantes e instigantes. Seldes inclui na formação do analista a experiência pessoal da vida institucional, ensinamento precioso que ressalta o laço com a Escola como participação efetiva. Laia pisa no terreno pantanoso da violência urbana tentando pensar as “condutas à deriva” que muitos jovens adotam, como tentativa de escapar ao desejo anônimo e à via mal parada do ato. Algo como um dizer opaco a ouvidos insensíveis aos pedaços de real que um “simbolismo parcelar” pode veicular.
Não menos queridos são Fernando Coutinho, Vanda Almeida, Ana Martha Maia e Tatiane Grova, colegas da Seção Rio que apresentam, cada um a seu modo, reflexões úteis e abrangentes sobre a vida contemporânea e o fazer clínico. Fernando nos dá um golpe. Através do filme O porteiro da noite, percorre os labirintos muito estreitos entre a paixão avassaladora advinda do amor à primeira vista, portanto do olhar, e a transferência analítica, apontando consequências selvagens que esta última pode ter caso o analista não esteja bem-posicionado em seu lugar de agente do discurso. O destino dos personagens do filme alude aos efeitos nefastos do amor transferencial, que prescinde de palavras, e nos indica manejos clínicos necessários para transformar o amor em trabalho analítico. Vanda nos instiga com a questão sobre como operar analiticamente com sujeitos imersos numa cultura em que o gozo prevalece sobre o desejo, em que a falta que instaura o desejo é obstruída pelos objetos de consumo. Usa como exemplo um famoso violinista que, vestido com simplicidade e tocando no metrô de Nova Iorque, “perde” seu valor artístico porque não está, naquele momento, portando os adornos contextuais do capitalismo. Reflexão atual e pertinente que nos orienta quanto ao lugar do analista em tempos em que o empuxo ao gozo transcende a critérios patológicos. Ana Martha apura as consequências da atual exigência de excelência à qual estão submetidos tantos os filhos quanto os próprios pais. A pressa em relação à escolha profissional, a hiperescolarização na infância e adolescência, os altos investimentos financeiros das famílias na educação da prole fazem com que, muitas vezes, a tentativa angustiosa de sucesso redunde em fracassos escolares sintomáticos. Tatiane nos brinda com um texto topológico sem cordinhas ou arames. Recorrendo a Mark Twain, nos induz a pensar em planos e dimensões, laços e desenlaces entre o que se diz e o que se ouve em uma entrevista jornalística e o que se diz e o que se ouve numa sessão de análise. Suas considerações incluem no “efeito ciclone” da fala em análise, tanto o rodar em círculos quanto o ponto em que o círculo não se fecha e a fala se espalha, surpreendendo o falante.
A equipe de Latusa Digital entrega à comunidade um trabalho entusiasmado pela causa analítica.


Ondina Machado


 
 
 
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A equipe de Latusa selecionou comentários de filmes e exposições.

 
 
 
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Notícias interessantes que saíram na internet.
 
 
 
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  A insistência na política lacaniana  
 

Ricardo Seldes

Parto de uma hipótese: a responsabilidade política é essencial ao desejo do analista.

 
 
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  Considerações psicanalíticas sobre a violência urbana  
 

Sérgio Laia

Em uma de suas intervenções no Núcleo de Psicanálise e Direito do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais (IPSM-MG), Cláudio Chaves Beato Filho, Coordenador Geral do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP, Universidade Federal de Minas Gerais), abordou o crescimento da criminalidade entre jovens brasileiros...

 
 
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  Coup de foudre  
 

Fernando Coutinho Barros

A descoberta da transferência, por Freud, como sabemos, foi casual.

 
 
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  O analista parceiro sintoma  
 

Vanda Assumpção Almeida

O tema de nossas Jornadas Clínicas, “Sintoma e semblantes na vida e na análise”, é em si um convite para se repensar a clínica psicanalítica hoje.


 
 
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  Não temos tempo a perder  
 

Ana Martha Wilson Maia

Em entrevista concedida a uma revista brasileira, o filósofo Carl Honoré descreve a pressão exercida sobre os pais para oferecerem uma infância perfeita aos filhos:

 
 
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  De ciclones e círculos. Ou: do Outro ao objeto  
 

Tatiane Grova

Mark Twain, o mais famoso pseudônimo do escritor norte-americano Samuel L. Clemens, deixou textos póstumos inéditos, dos quais alguns estão sendo trazidos a público.


 
 
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