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  Latusa Digital Nº 47 / Ano 8 - Dezembro de 2011 - ISSN 2175-1579  
 
  Editorial  
 

O último número de 2011 de Latusa Digital conta com artigos de Marcus André Vieira, Lêda Guimarães e Ana Martha Maia. Lenita Bentes contribui com a resenha do livro recém-lançado de Manoel Motta - Crítica da razão punitiva. Na seção Trocando Figurinhas, Ana Beatriz Freire nos apresenta seu comentário sobre o filme A pele que habito. Em Corta e Cola, mais uma vez veiculamos um link com uma entrevista de Éric Laurent, desta vez na Cita en Diagonales.

Marcus cedeu-nos a transcrição de uma apresentação que fez em Salvador na qual discute o que é colocar limites, tanto no senso comum como na psicanálise. Entre o chamado limite externo, ou social, e o interno, da impotência, ele propõe o limite que uma interpretação produz e que abre para o infinito. Ao invés de fixar o sujeito em uma posição, o “é isso” como limite, dá chance de se ir além.

Lêda denota à solidão do sujeito Lacan a mola propulsora para criar a sua Escola. A autora propõe que esta criação serve para sustentar a psicanálise em dois âmbitos: um externo e outro interno. No externo visaria incluir a psicanálise no mundo, no interno, a Escola sustentaria a própria formação dos analistas. Seus argumentos contundentes nos encaminham para um questionamento radical: há analista fora da Escola?

Ana Martha faz uso de duas experiências que costumam estar no âmbito externo ao qual Lêda se referiu: o trabalho num manicômio judiciário e o teatro. Mostra que nem aos loucos é fácil se fazer de louco.

Lenita ressalta a contribuição inestimável de Manoel Motta. Sempre me chamou a atenção a disponibilidade de Manoel em doar sua erudição à nossa comunidade. Desta vez ele o faz para um público bem mais amplo que, certamente, saberá apreciar seu livro.

Ana Beatriz usa o filme de Almodóvar para tecer considerações sobre a constituição do sujeito como corpo, das marcas que ele guarda e que, talvez, no caso do filme, possa vir a recuperar.

Por fim, indicamos um link para a entrevista de Éric Laurent à Revista Digital Cita en las Diagonales. Nela Laurent faz uma análise do mundo atual, do papel das mulheres nele, da psicanálise hoje e, em especial, de sua experiência pessoal com a psicanálise e com Lacan.

Agradecemos a contribuição dos colegas e esperamos que vocês apreciem a edição.

 

Ondina Machado


 
 
 
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    Trocando Figurinhas
A equipe de Latusa selecionou comentários de filmes e exposições.

 
 
 
    Corta e Cola
Notícias interessantes que saíram na internet.
 
 
 
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  Limites  
 

Marcus André Vieira

O que seria um limite interno? “Interno”, aqui, não diz necessariamente respeito a algo do interior do corpo, porque se isso for vivido como exterior a mim, continua sendo externo. A diferença do externo e do interno não se superpõe àquela entre dentro e fora do corpo ou da cabeça.

 
 
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  A Escola como quarto pé da formação analítica  
 

Lêda Guimarães  

Para que Lacan criou a Escola? Por que fundou e refundou sua Escola?

Para trabalhar essa questão, abro uma pergunta preliminar: por que Lacan enunciou, na fundação da Escola Francesa de Psicanálise, “fundo tão sozinho como sempre estive na minha relação com a psicanálise”?

 
 
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  "Esse Outro que me agita no seio de mim mesmo", en-cena.  
 

Ana Martha Wilson Maia

A peça se inicia com um sujeito trocando de roupa. Ele quer voltar para casa. Planejou a fuga e é surpreendido pelas vozes. “Ah, vocês aqui? Mas eu não estou mais lá dentro. Tá, vou falar o que vocês querem, mas pela última vez! (vira para a plateia) Me desculpem os médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos mas loucos somos todos nós”.

 
 
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